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Consolidação no leite

Sérgio Saud, diretor-executivo da CRI Genética, destaca as ações da empresa e fala sobre as
perspectivas de mercado

“Queremos ser a melhor empresa de genética bovina no Brasil”, enfatiza Sérgio Saud

Revista AG – Como a matriz norte-americana da CRI está tratando o mercado brasileiro?

Sérgio Saud - Para a nossa matriz, nos Estados Unidos, o Brasil tem importância estratégica. A CRI Genética Brasil foi o primeiro negócio próprio da empresa fora de seu país. E os resultados nos últimos seis anos demonstram que foi uma decisão acertada.

Revista AG – Como estão às ações da CRI frente às líderes de mercado?

Sérgio Saud - A CRI Genética saltou de cerca de 500 mil doses de sêmen, comercializadas em 2008, para mais de 1 milhão de doses vendidas em 2012, um expressivo crescimento de 107,1%. Estamos no caminho certo, mas, não se trata de uma corrida. A nossa proposta é sermos a melhor empresa de IA do Brasil.

Revista AG – Quais os direcionamentos e investimentos em Genômica?

Sérgio Saud - A CRI é pioneira na tecnologia do genoma. Foi a primeira central a acreditar e desenvolver pesquisas nessa área, em conjunto com algumas universidades norte-americanas. Graças a isso, hoje, temos liderança total nesse segmento.

Revista AG – Como foi o desempenho da bateria de leite no ano passado?

Sérgio Saud – A raça holandesa foi o grande destaque, com avanço de 11% em relação a 2012 e, aproximadamente, 350 mil doses de sêmen vendidas, o que representa 11,7% do mercado nacional. O segmento Leite ficou praticamente estagnado em 2012, no entanto, a CRI se sobressaiu e fechou o ano com crescimento de 8%.

Revista AG – O que a central tem feito para construir uma bateria Zebu consistente?

Sérgio Saud - Investimento em famílias consagradas. Estamos trabalhando em parceria com instituições de pesquisa - como a Embrapa e diversas associações - para contratarmos touros provados. Em 2012, nossa bateria Zebu melhorou muito, o que resultou em crescimento nas vendas de sêmen de Gir Leiteiro (7%), Guzerá Leiteiro (83%) e Nelore (81%).

Revista AG – Qual o peso da avaliação genética na contratação dos novos touros?

Sérgio Saud - É a garantia de uma contratação acertada. Nos Estados Unidos, a CRI desenvolve programas para produzir vacas longevas, férteis, saudáveis e eficientes na produção de leite. Os touros são identificados e selecionados a partir da qualidade genética dos pais. O valor genético de cada touro é avaliado pela genômica e confirmado através do programa Quantum™. No Brasil, procuramos seguir a mesma linha.

Revista AG – Quais os destaques da bateria leiteira?

Sérgio Saud - Na raça Holandesa, são eles: Badger-Bluff Fanny Freddie TV; CO-OP; O-Style OmanJust-ET; CO-OP Bosside Massey-ET TV TL e Lotta-HILL Shottle 41-ET TR TV. Uma constatação muito importante é a força do Programa de Seleção de Touros Novos, desenvolvido pela CRI: o Genesis, que colocou dois touros nos TOP 5 da raça: o CO-OP O-Style Oman Just-ET e o CO-OP Bosside Massey-ET. Entre os touros Gir, vale destacar Lancelot TE da Palma e, na raça Girolando, nossa recente contratação Rotan FIV Touchdown, Grande Campeão Nacional da Megaleite 2012.

Revista AG – Qual a expectativa e as metas para este ano?

Sérgio Saud - Estamos expandindo nossas fronteiras dentro e fora do País. Em 2012, aumentamos a nossa carteira de clientes, vendemos mais em praticamente todas as regiões do Brasil e iniciamos a exportação de sêmen. Nosso objetivo é continuar crescendo de forma sustentável.