A Voz do Criador

 

O que monta tem haver com gestão?

Se pensar um pouco, tudo! Um dia desses, conversando com um médico-veterinário que também presta consultoria reprodutiva, ele confidenciou que apenas 33% dos pecuaristas de corte realizam estação de monta em suas propriedades. Um número pequeno comparado ao potencial da pecuária brasileira. Talvez porque achem complicado ou ainda não tenham atentado para alguns benefícios extras que a técnica proporciona além do manejo reprodutivo. A implantação de uma estação reprodutiva, seja ela de 60, 90 ou 120 dias, ajuda a organizar o manejo da propriedade, o programa nutricional do rebanho e a sanidade dos animais.

No manejo, porque a fazenda passa a funcionar como uma engrenagem, na nutrição porque as fêmeas precisam de uma alimentação, no mínimo, razoável, para manter o escore corporal, bem como estarem imunizadas contra doenças que possam afetar a reprodução. Outro ganho fundamental está na seleção genética para fertilidade, posto que as fêmeas vazias precisam ser descartadas. Como poderá ser conferido na nossa “Matéria de Capa”, dar a segunda chance ou mais pode causar grandes prejuízos econômicos. Quanto à duração da estação, vai depender da localização do rebanho, da estrutura da fazenda e do perfil de cada pecuarista. A segunda parte da reportagem destaca o crescimento avassalador da IATF no Brasil.

Em “Entrevista”, trazemos um assunto novo que está em pauta: a Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários, registro que vem sendo incentivado pelo Ministério da Agricultura nas diferentes culturas e criações. É um registro feito junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Ela protege a qualidade e a origem do produto. Assim como a França fez com a Champagne. Como parte da reformulação que empregamos na revista, em toda a edição teremos uma raça diferente. A desta é o Charolês, que busca retomar seu espaço.

Já em “Pastagem”, trazemos informações sobre a cultivar Canará do capim-elefante, que está disponível para compra a partir deste ano. Segundo um dos pesquisadores envolvidos no trabalho, ela não é boa para uso na integração lavoura-pecuária, mas ideal para pequenos produtores de leite, devido à grande quantidade de proteína que concentra. Da nutrição para a tecnologia, “Escolha do Leitor” destaca o uso da Tecnologia da Informação na gestão dos empreendimentos pecuários.

“Genética” encerra a sequência de artigos sobre a seleção genômica, que procurou esclarecer todas as dúvidas sobre a tecnologia, e “O Confinador” ressalta o uso do confinamento integrado com pasto e agricultura, além de um material bastante elucidativo sobre o crescimento dos bois confinados. Por fim, “Leite” discute o uso de dietas liquidas e os cuidados em relação ao pool de colostro e “Caprinovinocultura” retorna com importantes dicas de manejo sanitário. Isso e muito mais na sua Revista AG.

Boa leitura!