Raça - Angus

 

O BOOM mercadológico

Fátima Costa

Nos últimos dois anos, o empresário Paulo de Castro Marques divide a rotina entre a capital paulista, onde dirige uma indústria farmacêutica; entre o sul de Minas Gerais, de onde comanda sua propriedade; e, finalmente, a capital gaúcha, onde assume o cargo de presidente da Associação Brasileira de Angus (ABA). O mineiro, diga-se de passagem, o primeiro ser empossado presidente da entidade fora do estado rio-grandense, foi sempre um apaixonado por gado e começou sua criação há mais dez anos. Viu no investimento em animais Puro de Origem uma oportunidade de unir a paixão pelo campo aos bons negócios, tanto que se tornou um dos mais respeitados criadores do País.

No comando da presidência da Associação Brasileira de Angus, Marques vive com uma agenda apertada, para uma divulgação, segundo ele, intensa da raça pelo País. No final de 2010, ao tomar posse da associação, o empresário enfatizou que daria ao Angus a importância que ele merece. “Vamos falar e mostrar para todo o Brasil a eficiência desta genética para produção da melhor carne do mundo e sobre a produtividade e a qualidade da raça Aberdeen Angus”, afirmou na noite de sua posse.

Apesar da raça já viver um bom momento de expansão pelo País, em dois anos, o Angus saiu mais rápido do pasto e foi parar à mesa de um consumidor exigente. De acordo com Marques, a possibilidade de levar a um grande número de consumidores, e de diferentes idades e classes sociais, a experiência de consumir um produto diferenciado está sendo bem sucedida e foi, segundo ele, mérito de um trabalho que começou há alguns anos.

Em 2003, a ABA instituiu o Programa Carne Angus Certificada, que tem por objetivos valorizar a raça, fomentar e fortalecer o crescimento do Angus no Brasil e, principalmente, incentivar a produção de carne de alta qualidade. Naquele ano, cerca de 20 mil animais que se encaixavam na certificação da entidade foram abatidos. Oito anos depois, o programa fechou com a marca histórica de 183 mil animais abatidos dentro das especificações exigidas pela entidade. Para esse ano, a Associação Brasileira de Angus projeta um novo salto quantitativo do programa, que deve se aproximar de nada menos que 300 mil animais abatidos. Graças ao estímulo de um mercado aquecido. “O momento que a raça vive é um dos melhores. A diferente característica da raça, essencialmente eficiente e produtiva, estimula a cada ano novos negócios”, diz Marques.

Com o programa, a raça ganhou força no mercado e pode se dizer que está em destaque em comparação às demais, quando o assunto é parceria. Aliás, o presidente da Angus enfatiza que em 2011 o programa registrou seu ápice de ações graças às parcerias com as indústrias e às alianças estratégicas.

Há pouco mais de quatro meses, o Programa Carne Angus Certificada chegou ao estado do Paraná. A ABA fechou parceria com a Cooperativa de Carnes Nobres do Vale do Jordão (CooperAliança), situada em Guarapuava (PR), para a certificação da carne produzida pela cooperativa, situada na região sudoeste do estado. O anúncio foi realizado durante a Expolondrina 2012, em abril. Porém, a parceria será oficializada na Feira Agropecuária e Industrial de Guarapuava, que acontecerá no mês de agosto. Segundo Marques, a entrada da CooperAliança marca o início do programa no Paraná, que já está presente no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás, envolvendo 14 plantas frigoríficas dos parceiros Marfrig Alimentos, VPJ Beef e Frigorífico Silva.

Hoje, existem no mercado brasileiro seis marcas comerciais com este selo de certificação. Desde 2007, o programa é auditado na indústria frigorífica pelo GenesisInspect, empresa do Genesis- Group. O certificado conferido pelo órgão utilizando o selo AusQual tem reconhecimento internacional, por meio da parceria firmada com a AusMeat, empresa líder mundial em processo de padronização de cortes em indústrias frigoríficas.

Segundo Marques, o interesse da ABA em levar o Programa Carne Angus Certificada para o Paraná é antigo. As primeiras negociações com a CooperAliança começaram há três anos. Atualmente, a cooperativa abate cerca de 500 animais por mês e quer, agora, triplicar esse número. “Já se realizava um trabalho com o novilho precoce. Os pecuaristas paranaenses conseguem abater animais de 14 meses, chamados de superprecoces, com o peso vivo de 500kg. Sem contar que o abate de fêmeas proporciona ainda melhor qualidade de carne que o macho, podendo atingir o peso para o abate aos 12 meses”, diz Edio Sander, presidente da CooperAliança e produtor de cruza Angus na Chácara Bela Vista (Distrito de Entre Rios). De acordo com ele, 55% do plantel paranaense são de cruzamentos da raça. “O estado paranaense desponta como um grande criador de Angus, com mercado interno promissor. Em 2011, 42% de todas as doses de sêmen vendidos no Paraná foram de reprodutores Angus e Red Angus”, diz. “A expectativa é acompanhar cada vez mais o mercado de outros estados e ganhar méritos com a certificação. Aumentando a demanda e mantendo as exigências por qualidade de carcaça”, reforça Sander.

A cooperativa fundada em 2008 produz animais de qualidade, cortes diferenciados e ainda mantém sua própria marca. Juntos, os pecuaristas contam com uma produção programada. “Eles deixaram de ser apenas produtores de boi e passaram a ser produtores de carnes nobres e diferenciadas”, diz Sander. Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Angus, a CooperAliança é um exemplo de trabalho focado nos cooperados e na sua produção. “Ou seja, há um acompanhamento da cadeia produtiva completo. Todos os rebanhos são acompanhados desde o nascimento do bezerro até o abate”, complementa Paulo Marques, emendando: “Eles só não vão às cozinhas dos consumidores”, brinca.

Para Paulo de Castro Marques, o Mac Donalds já aprovou o hambúrguer Angus

A integração da cadeia renderá aos 32 pecuaristas da CooperAliança, que produzem animais Angus e Cruza Angus, prêmios acima do bônus recebido pelos pecuaristas gaúchos, que hoje recebem até 10% acima do valor de balcão para machos e fêmeas. Segundo Sander, nos demais estados, a carne certificada é comercializada pelos frigoríficos e vai para as gôndolas dos supermercados com carnes certificadas de outras procedências. “No Paraná, o trabalho será licenciar casas de carnes e supermercados que venderão exclusivamente a Carne Angus Certificada. Abastecer o mercado local é uma das prioridades. Além disso, temos a intenção de suprir o mercado catarinense, antes atendido pelo Uruguai e pelo Paraguai”, diz.

Outra parceria que surpreendeu o mercado ocorreu em novembro do ano passado. A entidade anunciou que compartilharia na prática o conceito e as qualidades da carne Angus certificada com um grande número de consumidores, por meio da parceria com a maior rede de fast food do mundo, o McDonald’s. Com o feito, a Associação Brasileira de Angus cumpriu a promessa de mostrar para todo o Brasil a eficiência da genética da raça para produção da melhor carne e popularizar o nome da raça por meio dos lanches da Linha Premium McAngus Deluxe e McAngus Bacon. A parceria com a rede de fast food fez toda a diferença. “Principalmente, no quesito da divulgação da raça no mercado interno. A ideia é mostrar ao consumidor a experiência de saborear a autêntica carne certificada, reconhecida e valorizada em todo o mundo”, diz Marques.

Segundo ele, ter o selo do Programa de Certificação da Angus estampado no cardápio da rede McDonalds é ter a certeza de que os pecuaristas participantes do programa estão no rumo certo. Dados da entidade apontam que o volume de consumo desta inédita parceria, nas 300 lojas participantes de São Paulo e Brasília (que saíram à frente com as duas opções da linha Premium), em média de venda, atingiu 60 mil sanduíches por dia.

A parceria entre Associação Brasileira de Angus e McDonalds iniciou há pouco menos de dois anos. Com a colaboração do Marfrig Alimentos, responsável por fomento, produção, abate dos animais selecionados e consequente processamento desses hambúrgueres, a proposta tornou-se realidade.

Vale ressaltar que essas parcerias não são recentes. O Grupo Zaffari, uma rede gaúcha de varejo com 77 anos de mercado, entrou em uma aliança comercial com a associação em 2004. E foi uma das primeiras. Dados do grupo mostram que o produto comercializado com a marca Zaffari Angus foi bem aceito na rede de hipermercados, espalhada pelo Rio Grande do Sul e com uma unidade em São Paulo. A marca Zaffari Angus, produzida agora em parceria com o Marfrig e o Frigorífico Silva, cresceu e se espalhou para todas as lojas da rede.

Estudo procura selecionar animais com as melhores características para acabamento de carcaças

Fábio Schuller Medeiros, subgerente do Angus e coordenador do Programa, avalia que o setor frigorífico também passou a conhecer mais sobre o que é carne de qualidade cruzamentos com a raça Angus. Ele também aponta o importante papel desempenhado pelo programa de qualidade de carne da associação, que iniciou com o Grupo Zaffari, no Rio Grande do Sul, avançou para o Brasil Central, “criando uma rede de conhecimento e informação entre os criadores”.

Além da parceria, surgia, de fato, o Programa Carne Angus Certificada. De acordo com Medeiros, em março de 2004, com apenas um frigorífico, foi produzido um volume de 2 mil quilos de carne por mês. “Com o programa, desenvolvemos um sistema de certificação, partindo de modelos nacionais já existentes, como o Programa Nelore Natural, e o internacional, a exemplo da Carne Angus Argentina. A partir dessa conquista, o programa passou a crescer rapidamente e vieram novos parceiros, a exemplo do VPJ Beef e do Marfrig”, pontua.

VEIO PARA SOMAR

Desde 2007, o Marfrig desenvolveu um programa de fomento à produção de animais Angus sem precedentes no Brasil, financiando a inseminação de ventres zebuínos com genética Angus no Brasil Central. Ao mesmo tempo, um programa de premiação para animais Angus no Marfrig, com sobrepreço de até 6% para machos e, aproximadamente, 10% para fêmeas, já despertava a atenção dos produtores e reforçava as ações de estímulo ao cruzamento industrial.

Em comunicado à imprensa, o Marfrig afirmou que o programa incentiva financeiramente pecuaristas a multiplicar o que há de melhor em termos de genética voltada à produção da carne bovina no País e oferece suporte técnico a partir de parceria entre indústria e produtor, garantindo, assim, a compra dos animais com a carcaça desejada. “Os produtores têm o seu investimento em genética de qualidade reconhecido. Já o frigorífico passa a trabalhar com matéria-prima de alta qualidade, fideliza seus fornecedores e se aproxima dos pecuaristas, criando transparência nos negócios, uma vez que a classificação das carcaças é realizada pelos técnicos da própria entidade. Por sua vez, os produtores não ficam endividados, podendo entregar o produto final, na forma de bezerros, novilhos e até animais prontos”, ressalta Medeiros.

O Programa Marfrig Fomento foi ampliado para atender os produtores do Rio Grande do Sul. Nos mesmos moldes do programa de sucesso que está ajudando a mudar o cenário da pecuária na região Centro-Oeste, o programa financia aos produtores a compra dos protocolos de Inseminação em Tempo Fixo (IATF), sêmen e mão de obra especializada para execução dos serviços de reprodução. “Os valores são congelados, com juros zero, e serão quitados pelos produtores com a entrega do produto”, diz.

Hoje, alguns frigoríficos fomentam a inseminação com genética Angus

MERCADO APROVADO

Dados da associação apontam que a média geral de peso de carcaça (animais participantes tem até quatro dentes) foi de 260kg (17,[email protected]) e com excelente grau de acabamento. Eram animais de zero a dois dentes, com acabamento superior e peso de carcaça próximo aos 300kg ([email protected]), demonstrando definitivamente que a raça possui potencial para atender as mais exigentes demandas da indústria. Uma exigência que certamente crescerá no mesmo ritmo da classe média brasileira e da população mundial. “Com mais dinheiro no bolso, o consumidor passa a basear suas compras em qualidade, não se importando em pagar um pouco mais por um produto de excelência”, diz o presidente da associação.

No Paraná, animais vêm sendo abatidos com 500kg aos 14 meses

Com o mercado aquecido, segundo ele, os números de vendas de sêmen da raça já são maiores no primeiro trimestre deste ano. “Superior a 50% na comercialização em comparação ao ano passado. Já temos uma expectativa de um crescimento em torno de 70%. Vale lembrar que a estação de monta começará a partir desse segundo semestre, o que contribuirá para o aumento dos números”, lembra ele.

Os números da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), relativos à temporada 2010, confirmam o otimismo do presidente. No confronto com 2009, houve um salto de 24% na comercialização de sêmen. As vendas, que totalizaram 1,8 milhão de doses, colocaram o Angus na frente de todas as demais raças de origem europeia. A comercialização de 2,38 milhões de doses de sêmen Angus em 2011 garantiu a liderança entre as taurinas de corte de origem europeia. As vendas representaram 86,25% deste mercado no ano passado. O relatório da Asbia mostrou ainda que metade das vendas de sêmen Angus em 2011 teve um destino específico: o Centro-Oeste, onde está Mato Grosso, cujos pastos abrigam o maior plantel de gado comercial. “Atingimos uma marca histórica e continuaremos crescendo nos próximos anos”, afirma Medeiros.

Ele também confirma que as características produtivas da raça, como precocidade reprodutiva e de terminação, fertilidade e excelente complementaridade no cruzamento industrial com as principais raças zebuínas criadas no Brasil fez com que o mercado da carne voltasse os olhos para o Angus. Em suma, ele acredita que o programa representa a união de todas as ações da raça, se tornando ferramentas de propagação para o mercado em todos os elos da cadeia produtiva. “Somos o único programa de carnes no Brasil com certificação internacional, que atesta nossa credibilidade e a eficiência de nosso trabalho de garantia da qualidade e identidade da carne Angus. O mercado identifica e o consumidor aprova”, reforça Medeiros. “Os desafios da raça Angus para 2012 se renovam. O nosso trabalho na associação é atrair mais criadores para a entidade, valorizar os nossos programas, como o Carne Angus Certificada, e dar ainda mais representatividade à raça na pecuária brasileira”, conclui o presidente.

O QUE TEM O ANGUS?

Em comparação com outras raças, nas mesmas condições alimentares, o Angus atinge mais cedo a puberdade e o estado de abate, segundo o professor doutor Jaime Urdapilleta Tarouco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “A precocidade resulta no abate de novilhos jovens, que, além de uma necessidade mercadológica, é fator fundamental de uma pecuária de retorno mais rápido”, ressalta. O especialista aponta ainda que a genética da raça caracteriza-se pela rusticidade e pela qualidade de carne. Essas características também são associadas aos animais zebuínos quando se utiliza o cruzamento industrial. “Aliás, é a raça que melhor complementa o rebanho Nelore. É um casamento perfeito: o Nelore entra com sua rusticidade, tolerância ao calor e a ectoparasitas, e o Angus, com a precocidade sexual e de terminação, a qualidade de carne e a fertilidade”, diz Tarouco, que realizou, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um estudo com a raça.

Segundo ele, o Angus pode ter se adaptado facilmente ao calor e essa é uma das principais preocupações dos criadores do Brasil Central e, em função disso, se tornou uma de suas principais características. “O Angus tem a carne que é considerada a melhor do mundo. Isso se deu em função do seu marmoreio e de sua maciez. Essas características da carne são transmitidas no cruzamento. O Angus pode cumprir um excelente papel no cruzamento industrial ou num tricross, sendo usando como base com o Nelore”, diz.

Cresce o número de animais com sangue da raça britânica

No estudo, o doutor em zootecnia desenvolveu um trabalho com relação à “porção comestível”, ou seja, a separação do que é carcaça em peso vivo. Identificaram que entre 60% a 70% é resultado da carne limpa para o consumo, ou seja, para a porção comestível. “Avaliando a espessura de gordura na picanha dos reprodutores e matrizes, consideramos entre 5mm a 8mm ideais. Acima de 10mm, considero uma perda de carcaça e, abaixo de 4mm, tenho um problema de conservação da gordura. Queremos com isso, com o animal vivo, estimular o rendimento de carcaça e selecionar animais que se sobressaiam nessas características”, aponta. Seria uma forma de oferecer ainda mais ao mercado da alta culinária.

A valorização do Angus tem promovido ainda outros projetos, como o Programa de Fomento à Seleção de Reprodutores por Características de Carcaça Avaliadas pela Ultrassonografia. Totalmente custeada pela Associação Brasileira de Angus, a proposta permitirá grande avanço da genética brasileira da raça para características de extrema importância, como rendimento de cortes cárneos, precocidade de terminação e marmoreio.

A seleção do rebanho é criteriosa para as qualidades de carcaça e qualidade de carne, sempre mantendo o foco em marmoreio (gordura entremeada), maciez e área de olho de lombo. A idade e o peso ao abate também são essenciais. “Assim como a alimentação por meio de uma suplementação a pasto, sem o uso de hormônios, além de um manejo correto, com uma equipe altamente capacitada e treinada nas diversas etapas da produção”, diz Susana Salvador, presidente do conselho técnico da Associação Brasileira de Angus.

Há dez anos, um corpo técnico tem como função ir a campo orientar e realizar a extensão da produção da raça no País. “Ensinamos aos nossos produtores procedimentos básicos que vão desde o melhor sistema de criação para adotar até quando se deve utilizar a cruza ou a raça pura, questões determinantes para cada região”, diz Susana. Hoje, segundo ela, a maior concentração de técnicos se encontra no Rio Grande do Sul, porém, há outros distribuídos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

Susana Salvador informa que a associação realiza estudos de resistência ao carrapato

De acordo com Susana, até pelas questões do mercado, além da orientação aos produtores, há também um trabalho sendo desenvolvido no campo que trabalha a resistência a carrapatos, um grande limitante da raça taurina no País. “Buscamos ferramentas que nos fortaleçam no crescimento do Angus, além das novas alianças e parcerias que realizamos. Entretanto, sempre focando em projetos aliados a entidades e associações, sem manter o vínculo com empresas”, diz.

Na opinião do presidente da Associação Brasileira de Angus, Paulo Marques, com essas ferramentas o Angus vai se firmando cada vez mais no mercado externo. “Temos certeza que haverá um incremento ainda maior no desenvolvimento da carne. Afinal, o mercado externo exige qualidade e isso a raça Angus tem de sobra. Sem dúvida, é importante destacar o papel do Nelore na melhoria da genética e da qualidade da carne. Mas, para poder ter essa maciez que o mercado externo deseja, torna-se obrigatório o cruzamento com a raça britânica”, avalia.