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Dow AgroSciences de olho no PASTO

O gerente de Marketing de Pastagem Marcello Cunha fala sobre os programas, produtos e lançamentos para 2011

Revista AG – Quais vantagens o Beef Trade tem oferecido aos pecuaristas?

Marcello Cunha - O Beef Trade Plus proporciona aos pecariastas a possibilidade de adquirirem soluções da Linha Pastagem Dow AgroSciences para pagamento a prazo, com o preço referenciado no valor da arroba de boi gordo e com benefícios adicionais. Além disso, os produtores podem se proteger contra uma eventual queda no preço da arroba. Em caso de alta, estes ainda potencializam seus ganhos.

“A Dow, além de oferecer soluções tecnológicas, possui ainda uma série de programas que visam orientar o pecuarista para produzir de forma sustentável”

Revista AG - Quais os diferenciais dessa ferramenta?

Marcello Cunha - Numa negociação via Beef Trade Plus são acordados com o pecuarista três valores de referência: o Indicador Esalq/ BVM&F do Boi Gordo, o Valor Teto do Beeftrade (VTB) e o Valor de Ganho do Pecuarista (VGP) – sendo os dois últimos preestabelecidos no momento da compra. Além de garantir que o pecuarista pague um valor máximo (VTB) por arroba, como já existe no Beeftrade “Original”, o Beeftrade Plus oferece, com o VGP, a possibilidade de o pecuarista ter um ganho adicional ao que já teria com a eventual valorização futura do Boi Gordo.

Revista AG - O Convert está prestes a completar dois anos de mercado. Como avalia a performance da plataforma?

Marcello Cunha - Os resultados são positivos. É importante lembrar que quando pensamos em Convert, falamos de toda uma plataforma, composta por sementes híbridas de braquiária, sorgo e milho para silagem. Nos locais onde a intensificação da tecnologia foi maior, a resposta do nosso híbrido de braquiária Convert* HD364 foi ainda maior quando comparada com outros materiais sob as mesmas condições de solo e clima.

Revista AG – Como é possível obter melhores resultados com esta tecnologia?

Marcello Cunha – Aplicando-a corretamente, ou seja, além do bom preparo do solo, calagem, adubação, deve-se observar o período do ano ideal para o plantio para cada região. Ajustar a altura de entrada e saída dos animais no pasto também é chave de sucesso.

Revista AG – Como a empresa enxerga a questão dos pastos degradados no Brasil?

Marcello Cunha - No Brasil, cerca de 60% das áreas de pastagem estão com algum nível de degradação. A Dow AgroSciences, além de oferecer soluções tecnológicas e uma equipe para assessorar aos pecuaristas, também possui uma série de programas, palestras e atividades que visam orientar o produtor quanto a um manejo adequado das pastagens de forma produtiva e sustentável.

Revista AG – O Pecuária Sustentável é um exemplo disso?

Marcello Cunha - Com certeza. O Pecuária Sustentável é um projeto colaborativo que reúne governo, empresas, entidades privadas, ONGS e universidades para discutir soluções e modelos sustentáveis para a cadeia pecuária. Surgiu a partir da necessidade de aumento da produção de alimentos e dos desafios gerados pela mudança climática.

Revista AG - No segmento das forrageiras, há alguma novidade?

Marcello Cunha - Nosso próximo lançamento será o Convert* SS 3318, um híbrido de soro para silagem que permitirá alta produção de massa verde, elevada qualidade nutricional, com boa participação de grãos na massa ensilada. Este material também apresenta boa sanidade, tolerância a quebramento e acamamento de plantas, devido aos colmos grossos, e, ainda, um sistema radicular bem desenvolvido.

Revista AG - Por que investir em sorgo silagem?

Marcello Cunha - A utilização da cultura do sorgo para silagem tem crescido no Brasil, especialmente devido a facilidade no cultivo, altos rendimentos e pela qualidade. Os rendimentos de forragem verde em ótimas condições de clima e de fertilidade podem superar os obtidos com o milho.

Revista AG – Qual a perspectivas para pecuária brasileira?

Marcello Cunha - O cenário de longo prazo é positivo se os investimentos seguirem em compasso crescente nos próximos anos, pois a demanda tende a aumentar com o crescimento populacional mundial e com o desenvolvimento da capacidade econômica dos países em desenvolvimento e do mercado interno. A pecuária nacional pode, com facilidade, aumentar a lotação por hectare, simplesmente com o controle das plantas invasoras e com o manejo correto das pastagens.