A Voz do Criador

CERTIFICADO GENÉTICO

Em 1996, o esforço conjunto de criadores e geneticistas resultou na criação do Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), um selo concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aos programas de melhoramento genético realmente eficazes.

Uma vez habilitado o produtor pode vender os 20% melhores machos da safra como reprodutores e com o tempo aumentar um pouco esse percentual, que não chega a 30%. A Agropecuária CFM foi a primeira fazenda a ser certificada com CEIP. Entre os programas de avaliação genética, o pioneiro, no zebu, foi a DeltaGen, àquela época ainda vinculada à Conexão Delta G.

Nós retomamos um pouco desta história em nosso “Especial Avaliação Genética”, que nesta edição traz, em nossa “Matéria de Capa”, a vencedora do Touro de Ouro 2018, na recém-criada categoria “Programa de Avaliação Genética”. Isso mesmo, nos referimos a ela mesmo, a Delta- Gen. Hoje, o programa, com base nos dados do Index ASBIA 2017, possui 52% de todo o mercado CEIP e 10% do Nelore nacional, segundo seu presidente, impulsionado pela produção de mais de 3 mil touros por ano.

Falando em genética, imperdível está a nossa “Entrevista do mês”, onde o engenheiro-agrônomo, professor da USP e titular da marca Nelore DP, Dante Pazzanese Duarte Lanna, sacode a poeira com novas descobertas sobre CAR (Consumo Alimentar Residual), que, sozinho, não é referencial para compra de um bom touro. E saiba que hoje tem touro gerando 30% de premiação na venda de seus bezerros e ainda com antecipação de recursos pelo Banco do Brasil. Veja em “Parceria”.

‘Bora’ abastecer o cocho para alimentar essa boiada e vendê-la bem gorda. Para tanto, o produtor pode utilizar o consórcio de capim com “Leguminosas”, cuja seção mostra estratégias tanto de curto quanto de longo prazo para alimentar o gado ou recuperar pastagens degradas. Mas, se a leguminosa estiver mais parecendo uma maria-mole ou uma samambaia, fuja delas. São tóxicas e os destaques da nossa “Escolha do Leitor”.

Cuidar bem do rebanho também leva a práticas de bem-estar animal. Sabia que um animal calmo pode render R$ 47,80 a mais ao seu bolso? Se duvida, não deixe de ler “O Confinador”. Confira também as dicas para controle de mastite em “Caprinovinocultura” e reposição de plantel em “Leite”. Nesta edição também estreamos a coluna “Documento Embrapa”. Não perca!

Boa leitura!