Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Escolha do Leitor

Mosca-dos-estábulos

Propriedades e usinas têm de realizar o controle de forma conjunta. Eliminação dos criadouros é a melhor alternativa

Paulo Cançado & Tadeu Barros*

A mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) é comum em todo o país e se alimenta de sangue de vários animais, principalmente equinos e bovinos, além de animais silvestres e, eventualmente, o homem. Embora parasite outros animais de criação, os bovinos são os mais afetados, com perdas de 10% a 30% no ganho de peso e até 50% de redução na produção leiteira. Estima-se que os prejuízos causados por esta mosca no Brasil podem atingir 350 milhões de dólares anualmente.

Embora as infestações sejam mais comuns em gado de leite, devido ao desenvolvimento das larvas da mosca em resíduos de alimentos e dejetos animais acumulados nas propriedades, explosões populacionais (surtos) da mosca-dos-estábulos têm sido cada vez mais frequentes também em gado de corte.

Na última década, surtos da mosca- -dos-estábulos têm causado sérios prejuízos a pecuaristas nas proximidades de usinas sucroalcooleiras em pelo menos cinco estados brasileiros. Nos últimos três anos, mais de 15 surtos foram registrados em sete municípios de Mato Grosso do Sul, além de surtos registrados também em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

As usinas são frequentemente apontadas pelos produtores afetados como a causa dos surtos, razão pela qual também se juntaram aos pecuaristas no combate a essa praga. Além dos prejuízos econômicos, a ocorrência de surtos frequentemente leva um grave conflito entre os setores envolvidos. Entretanto, apesar dos anseios da sociedade, não existe solução para o problema no curto pr...

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