A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Hortalicas

 

Tempos amargos

Chuvas em várias regiões comprometeram a produção de hortaliças nos últimos meses. Mão de obra e insumos mais caros, falta de gestão na propriedade e problemas econômicos do País também são entraves ao desenvolvimento do setor

Thais d’Avila

Os problemas climáticos foram o principal desafio para os produtores de hortaliças. Em 2016, aumentou a quantidade de produtos afetada pelas condições adversas. Conforme o presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. Leandro Mariani Mittmann ( Ceagesp), Antonio Carlos do Amaral Filho, as chuvas no Sul e no Sudeste desde outubro de 2015 afetaram a produção em uma época atípica.

Os volumes acima do habitual contribuíram para aumentar o nível das represas, porém, prejudicaram batata, chuchu, quiabo, abobrinha, vagem, entre outros. Já a estiagem provocou perdas em outras culturas, enquanto as geadas comprometeram a produção de alface, brócolis e outros. Segundo a Ceagesp, por exemplo, o volume comercializado no entreposto de São Paulo caiu 5,2% nos primeiros seis meses de 2016. Foi 1,584 milhão de toneladas contra 1,672 milhão no mesmo período de 2015. Entretanto, a tendência, até o final de novembro, era de aumento de volume ofertado e redução dos preços praticados.

Os frequentes problemas climáticos têm provocado outro fenômeno: a saída de horticultores da atividade. A afirmação é do chefeadjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Hortaliças, Warley Nascimento. Segundo ele, a produção tem diminuído, além do déficit hídrico, também pela redução de área provocada pela instabilidade da economia e do custo de produção e mão de obra, cada vez mais elevado.

“Os dados médios que temos apontam que o produtor vende por um, o atacadista vende por dois e os consumidores...

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