A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Frutas

 

O gosto está em agregar valor

O Brasil ampliou as exportações de frutas em 2015, mas as lideranças buscam mesmo é melhorar os preços recebidos em dólar. Internamente, o problema são as perdas de absurdos 30% entre a lavoura e a mesa do consumidor

Thais d’Avila

O ano de 2015 encerrou com cenário positivo para a fruticultura brasileira. As exportações foram o grande destaque: cresceram mais de 11% em volume exportado e 3,8% em valor. Mesmo assim, o presidente do Instituto Brasileiro de Fruticultura (Ibraf), Moacyr Fernandes, afirma que o desempenho poderia ser melhor. “Nós tivemos uma performance fraca em um ambiente Nilson Konrad/LS Tractor negocial favorável pelas vantagens cambiais que há muito tempo não se via”, afirma.

Mas o problema, segundo ele, tem a ver com a matriz exportadora que possui muitas frutas com valor unitário baixo. “Se compararmos com nossos concorrentes diretos, a média do que nós exportamos em termos de preço Fob não chega a US$ 1 mil por tonelada. Enquanto nossos concorrentes diretos, todos, têm uma matriz superior a US$ 1,3 mil por tonelada porque as frutas deles têm maior valor unitário”. Fernandes lamenta que para faturar o mesmo que o Chile ou a Austrália, o Brasil tem que exportar muito mais produtos.

Em relação às espécies exportadas, não houve surpresas: melão, manga, mamão, maçã e abacate seguem liderarando o ranking, que teve como principal destino a União Europeia. Mas o Brasil registrou algumas novidades como a venda de maçãs para Bangladesh. “Nós conseguimos aumentar os volumes em mercados não tradicionais como países em desenvolvimento. E não conseguimos competir em uma situação interessante nos mercados principais dos países desenvolvidos”, explica Fernandes.

O assessor técnico da Comissão de Fruticultura da...

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