A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Ovinos/Caprinos

 

Sem sair do lugar

O setor da ovinocultura não cresce em razão da baixa eficiência produtiva e da desunião da cadeia, apesar de haver demanda pelos produtos. No caso de caprinos, Nordeste detém 91% do rebanho nacional

Jorge Correa

A produção da ovinocultura brasileira continua focada na carne, que tem um valor agregado substancial, pois atualmente a produção de lã é vista como intenção secundária na atividade. Segundo a médica veterinária Samantha Andrade, técnica adjunta e coordenadora de pequenos e médios animais e alimentação e nutrição do Senar/Goiás, o momento é de evolução, com um rebanho no Brasil de cerca de 15 milhões de cabeças distribuídas em todo o País, segundo dados do IBGE. “O problema da ovinocultura é a falta de investimentos e a baixa adesão de um número expressivo de produtores à cadeia, o que faz parecer uma produção relativamente discreta”, aponta.

Ressalva que atualmente as perspectivas são promissoras, com bom horizonte para expansão da atividade, visto que a demanda está crescente por todos os produtos e subprodutos oriundos desse sistema. A grande demanda dá-se basicamente por carne que, se bem produzida, é saborosa, bem requisitada e tem um alto valor agregado embutido. “O mercado de lã não é tão atrativo por ter perdido espaço para materiais sintéticos, que são mais baratos”, diz a especialista.

Na avaliação do médico veterinário Marcos Borba, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, sediada em Pelotas/RS, o grande problema da ovinocultura foi não ter completado devidamente a transição da lã para a carne. “Com a crise mundial da lã, perdemos espaço e um número significativo no rebanho. Em meados dos anos 1980, o Rio Grande do Sul tinha 14 milhões de cabeças. Hoje, são 4 milhões. Estamos deixando de ganhar”, enfatiza.

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