A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Leite

 

O problema está no cocho

A demanda aquecida pelo leite associada à oferta menor em 20% no primeiro semestre de 2016 elevou os preços ao produtor. O preço em julho/2016 estava 54% superior ao mesmo período do ano anterior. Porém, as margens dele seguem apertadas por causa da alta dos insumos

Leonardo Gottens

Após um longo período de baixa remuneração, o preço do leite pago ao produtor começa a recuperar perdas e voltar a estimular a atividade. Apesar de um consumo final de produtos lácteos enfraquecido pela redução geral do poder de compra do brasileiro, o mercado interno encontra-se extremamente aquecido. Há grande competição das indústrias por matériaprima, explicada pelo baixo estoque ao final da safra passada e altas expressivas em produtos como muçarela e leite longa vida no mercado atacadista.

De acordo com Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a demanda industrial tem elevado os preços pagos pelo litro de leite produzido, mas o produtor segue com margens apertadas. “Apesar da melhora na remuneração, os gastos com milho e farelo de soja, maiores componentes do concentrado da alimentação do rebanho, oneraram bastante o custo de produção”, explica.

Jorge Rubez, presidente da Associação Leite Brasil, corrobora essa posição e acrescenta que, no acumulado do primeiro semestre de 2016, as estimativas apontam para uma queda na oferta de leite para processamento industrial de perto de 20%. “Não está bom para o produtor de leite, pois os aumentos de preços do produto foram neutralizados por aumentos nos custos de produção”, confirma. Segundo ele, esse cenário é decorrente de um conjunto de fatores que se acumularam nos últimos dois anos.

O desestímulo nos preços...

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