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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Feijão

 

Nunca se viu nada igual

O clima comprometeu a safra do feijão carioca, e a saca do produto chegou a bater em R$ 555 na ‘Bolsinha’, de São Paulo. E levou a reboque o feijão-preto, que teve a cotação incrementada em 76%. Mas as coisas vão mudar

Leonardo Gottens

Produzido e consumido apenas no Brasil, o feijão do tipo carioca (ou carioquinha) levou a cultura a uma valorização recorde neste ano de 2016. E com indicativo de que permaneça, pelo menos, até o primeiro semestre de 2017. O desabastecimento nessa variedade, a mais consumida pelo brasileiro com 3,3 milhões de toneladas (75% da demanda), trouxe consigo também uma alta para os demais tipos de feijão, que Epamig passaram a ser usados como substitutos na alimentação.

Na Bolsa de São Paulo (Bolsinha), que é referência para formação de preço do produto no País, a saca de 60 quilos do feijãocarioca chegou a ser negociada a R$ 555 no dia 30 de junho – uma valorização de 146% no primeiro semestre de 2016. Até mesmo o feijãopreto, que é consumido praticamente apenas na Região Sul, bateu os R$ 255 por saca no atacado, um aumento de 76% no acumulado de janeiro a junho deste ano.

O pesquisador e chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Elenor Wander, aponta que a variabilidade climática foi a principal responsável por elevar a cultura a esse patamar histórico. O ciclo 2015/16 foi marcado pelo fenômeno climático El Niño, que provocou chuvas acima da média histórica na Região Sul, com destaque para o estado do Paraná – o principal produtor de feijão. Já no Centro-Oeste, que também é um importante produtor do tipo carioca, a chuva foi muito aquém do normal, tendo iniciado tardiamente em 2015 e cessado mais cedo em 2016.

Além das questões climáticas específicas desta sa...

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