A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Café

 

Cotações saborosas

Recuperação em Nova York e queda de safra do conilon no Espírito Santo, em consequência do clima, definiram o cenário recente e as perspectivas para a nova safra

Lessandro Carvalho lessandro@safras.com

O café teve um último ano comercial (2015/16, julho/ junho) de bruscas oscilações, mas positivo para o produtor. Nas bolsas, em boa parte da temporada, o mercado deu sequência ao movimento de baixa, ajustando-se ao dólar mais forte contra outras moedas no mundo. Enquanto isso, no Brasil, o mercado buscou um equacionamento entre o dólar e o referencial externo. “O dólar, sem Marcos Ribolli/Agrale dúvida, foi o que mais trouxe instabilidade às cotações. Além desses ajustes, o mercado físico de café também encontrou apoio na quebra na safra brasileira”, afirma o analista de Safras & Mercado Gil Barabach.

“O café conilon ganhou valor relativo e o arábica de peneira mais graúda foi muito foi valorizado, dado a sua escassez por conta do veranico em janeiro de 2015 e a má formação do grão de café”, descreve o analista.

O final da temporada 2015/16 foi de recuperação dos preços do café na Bolsa de Nova York e queda no dólar. A primeira posição do arábica na bolsa acumulou na temporada 2015/16 ganho de 10,08% (saindo de 130,90 centavos de dólar por libra-peso ao final de junho de 2015 para 144,10 centavos em junho de 2016).

“O susto climático, com excesso de chuvas e frio intenso no Brasil, contribuiu com o avanço dos preços no final da temporada”, comenta Barabach. O dólar nesse mesmo período subiu 3,34%, saindo de R$ 3,11 para R$ 3,2140. Só que teve momentos de forte volatilidade, com picos de alta em setembro, quando trocou de mãos a R$ 4,2490, e depois, em janeiro, ao ser negociado a R$ 4,1340. “É lógico que isso ajudou o produtor, po...

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