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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Arroz

 

Otimismo no horizonte

A estimativa é de aumento de 5% na área para 2016/17, visto as cotações remuneradoras – em torno de R$ 50 a saca no Rio Grande do Sul –, e de colheita 13% superior. A previsão é positiva para o clima, aspecto que não colaborou na safra anterior

Rodrigo Ramos rodrigo@agranja.com

Os preços do arroz encerraram a primeira quinzena de julho acumulando alta de 1,1%, com a saca (de 50 quilos) do grão em casca cotada a R$ 50,75 na média do Rio Grande do Sul. Na primeira quinzena de junho, as cotações na mesma praça haviam se elevado em 5,9%, confirmando uma redução da intensidade da escalada de alta verificada na atual temporada. “Depois de mais de um mês buscando um ajuste, o atual movimento sugere que o mercado precificou a nova realidade de abastecimento”, explica o analista de Safras & Mercado Élcio Bento.

Uma retrospectiva do mercado no primeiro semestre de 2016 ajuda a entender o atual comportamento. No início do ano, a saca do grão em casca era cotada a R$ 40,77 na média do mercado gaúcho, com alta de 9,3% em relação ao que havia iniciado em 2015. “Essa alta era justificada pela estimativa de quebra e atraso da colheita da safra em função das dificuldades climáticas e pelo encolhimento dos estoques projetados para o final de fevereiro de 2016”, lembra.

Esse segundo fator deveu-se basicamente ao bom desempenho das vendas internacionais do arroz brasileiro. “A desvalorização cambial, saindo de uma relação de R$ 2,69 por dólar em janeiro de 2015 para um recorde de R$ 4,25 na segunda quinzena de setembro daquele ano, tornou o produto nacional um dos mais baratos do mundo”, relata Bento. Com isso, e contando com o market share conquistado nos últimos anos, os volumes embarcados atingiram os maiores níveis desde 2011/12, quando o Govern...

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