A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Milho

 

Momento dourado

Os números (e as perspectivas) do milho são favoráveis a quem cultiva o cereal. A escassez de oferta em razão da perda de áreas para a soja e as quebras de colheita do cereal pelo clima fizeram com que os preços disparassem no mercado interno. E Safras & Mercado projeta que as cotações permanecerão firmes no mercado doméstico ao longo do primeiro semestre de 2017, entre R$ 35 e R$ 40 a saca

Arno Baasch arno@safras.com.br]

O balanço do mercado de milho ao longo do primeiro semestre de 2016 apontou um ambiente de escassez de oferta em todo o Brasil. Na avaliação do analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, as exportações recordes registradas em 2015, que superaram as 34,177 milhões de toneladas, somadas à queda de plantio na safra de verão, ocasionaram um quadro de oferta interna muito ajustada no período. A área de milho MF sofreu um corte significativo no verão, de 4,356 milhões de hectares para 3,902 milhões de hectares. Os estados que mais reduziram foram Mato Grosso (34,6%, de 115,2 mil hectares para 75,33 mil), Mato Grosso do Sul (28,7%, de 56,7 mil para 40,45 mil), Paraná (25,5%, de 714,56 mil para 531,99 mil) e Minas Gerais (23,4%, de 1,140 milhão para 872,5 mil hectares), que passaram a dedicar o cultivo da soja na primeira safra e aumentaram a produção do cereal na safrinha.

Ainda que a produtividade média da safra de verão tenha avançado por conta dos bons investimentos em tecnologia, passando de 5.537 quilos para 5.818 quilos por hectare, o volume colhido acabou recuando e sendo insuficiente para atender a necessidade de demanda interna. “A safra de verão desenvolveu-se praticamente dentro do normal na Região Centro-Sul. Mesmo assim, a produção atingiu 22,702 milhões de toneladas, volume inferior às 25,117 milhões de toneladas...

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