A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Produtor de Algodão

EXCELÊNCIA em algodão

Grupo Horita vai ampliar a área da pluma no Oeste baiano para 37 mil hectares

Quais são as metas e perspectivas do Grupo Horita para o ano agrícola 2014/15 em relação ao algodão?

Walter Horita – Vamos expandir a área plantada de 34 mil para, aproximadamente, 37 mil hectares. Essa foi uma decisão pautada no planejamento agronômico do Grupo, que leva em consideração os contratos assumidos, a estrutura de beneficiamento, o balanceamento da matriz produtiva, tanto no que se refere às questões técnicas, quanto às de mercado. Se plantássemos apenas com base nas condições de mercado, certamente não teríamos esse incremento de área, já que a sinalização neste momento seria para plantar menos. Viemos de anos muito bons para o mercado de algodão, e agora teremos um período de baixa, que faz parte do movimento cíclico das commodities agrícolas.

Além do algodão, o Grupo Horita investe em soja e milho. Como a empresa define o que plantar (e a área) em cada safra?

A definição da matriz produtiva e das variedades que serão cultivadas a cada ano conta com a participação de todo o corpo técnico, composto por 15 engenheiros agrônomos, e leva em consideração todas as condições e características agronômicas dos solos e insumos, assim como a rotação de culturas e a infraestrutura disponível. Além dos critérios técnicos, o balanceamento da matriz também observa tendências de mercado, com flexibilidade para mudanças estratégicas nos percentuais de ocupação de cada lavoura, a cada safra. Atualmente, plantamos entre 50% e 55% de soja, 35% e 40% de algodão, e de 10% a 15% milho.

Walter Horita é sócio proprietário do Grupo Horita

Em que o Brasil precisa melhorar, evoluir, para ampliar seus espaços no mercado internacional do algodão?

O Brasil já cresceu muito em participação no mercado internacional, e aqui cabe ressaltar o trabalho da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que fez o papel dela, rodando o mundo, apresentando o algodão brasileiro, que atingiu um nível elevado tanto de qualidade de pluma, quanto de volume e constância na oferta. A profissionalização do produtor/ exportador também evoluiu. Quem está exportando sabe da importância do cumprimento dos contratos futuros para toda a cadeia produtiva e, sobretudo, para a imagem do Brasil como fornecedor. Embora a qualidade venha sendo constantemente incrementada, e seja reconhecida pelo mercado mundial, creio que ainda há espaço para melhorar. Quanto à logística, sabemos da carência nacional em qualidade de rodovias e oferta de novos portos e modais, porém, há que se levar em consideração que o custo logístico para o produtor de algodão no Brasil será sempre alto, uma vez que a produção está no Centro-Oeste, portanto, longe do mar.

Que atrativos e que dificuldades oferece o Oeste baiano para quem investe na agricultura?

Começando pelas dificuldades, elas são as mesmas de qualquer região agrícola no Brasil, sendo a logística o ponto crítico. Há quem diga que produzir grãos e fibras é operar logística. Hoje, o custo para levar a produção do Oeste da Bahia até o porto representa cerca de 15% dela, o que é elevado em relação a outros países. As vantagens do Oeste da Bahia começam por suas condições de clima e solo: boa luminosidade, estação de chuva bem definida, terras planas e vastas, com possibilidade de mecanização em todas as etapas. Tudo isso, somado a tecnologias específicas para as condições locais e ao profissionalismo, contribui para se obter os índices de produtividade mais altos do mundo.