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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Bancos

Muito CRÉDITO em todos os sentidos

O Banco do Brasil disponibiliza ao produtor e a instituições mais de R$ 81 bilhões para financiar a safra 2014/15

A Granja do Ano — Que pontos o senhor destacaria no Plano Agrícola e Pecuário 2014/15? O que o atual plano oferece de melhor ao produtor rural em relação ao anterior?

Osmar Dias — O Banco do Brasil desembolsou, na safra 2013/ 14, R$ 76,3 bilhões em operações de crédito rural, incremento de 24% em relação à safra anterior. Tal desempenho reforça a nossa parceria com agronegócio brasileiro, apoiando os produtores rurais, suas cooperativas e, também, as empresas da cadeia do agronegócio, por meio do financiamento de diversos itens necessários à produção, à comercialização e para a modernização do setor. Para atender as demandas da Safra 2014/15, o Banco do Brasil está destinando R$ 81,5 bilhões para operações de crédito rural. Esse volume representa o crescimento de 16,4% em relação ao inicialmente planejado para a safra passada. Desse total, R$ 15,8 bilhões financiarão a agricultura familiar, R$ 13 bilhões aos médios produtores e R$ 52,7 bilhões vão atender aos demais produtores e suas cooperativas. As linhas possuem taxas e prazos adequados para os produtores rurais, suas cooperativas e empresas da cadeia do agronegócio. Pode-se apontar como destaque neste Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 a vasta disponibilidade de recursos para as linhas de investimento, notadamente para os Programas Governamentais, tais como o Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária), o PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns), o Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o Pronaf Mais Alimentos (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Pronamp (Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais), o Moderfrota e o Finame PSI (Programa de Sustentação do Investimento).

Osmar Dias é vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil

Que avaliação o senhor faz especificamente sobre o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC)? Qual é a realidade e qual o futuro desta iniciativa?

Trata-se de um Programa aderente às preocupações mundiais de ampliação da capacidade produtiva de forma sustentável, preservando o meio ambiente. O Banco do Brasil, também alinhado a essa estratégia, foi pioneiro na operacionalização do Programa ABC, gerando uma ampla liderança que é reflexo de diversas ações envolvendo o treinamento de técnicos, a automação de processos e o comprometimento dos funcionários do BB na disseminação do Programa. O Banco do Brasil aplicou o montante de R$ 2,6 bilhões na safra 2013/14. O volume torna o BB responsável por 89% dos financiamentos concedidos por meio do Programa nesta safra.

Que perspectivas tem o Banco do Brasil em relação à safra brasileira 2014/15 sobre a produção em nível nacional e a rentabilidade do produtor?

O Banco do Brasil projeta um cenário favorável para o agronegócio no País. O mercado sinaliza que os preços pagos aos produtores permanecerão remuneradores para as commodities. A expectativa para o agronegócio na safra 2014/15 mantémse favorável e otimista, em vista de que se consolida, a cada dia, a perspectiva de colheita da maior safra da história, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa conquista é importante não só para o agronegócio brasileiro, mas também para a economia nacional, para a geração de empregos e para o fornecimento de alimentos para o mundo. Somam-se a esses fatores as condições de produção, a disponibilidade de terras, a perspectiva de clima adequado e a disponibilidade de recursos financeiros, que reforçam a perspectiva de aumento contínuo da participação brasileira no agronegócio mundial.