A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Irrigação

Uso da ÁGUA com eficiência

Valmont acompanha a evolução das tecnologias de irrigação e oferece o que existe de mais moderno ao produtor

A Granja do Ano - Nos últimos anos, o que mudou nas tecnologias e no uso dos sistemas de irrigação pelos produtores brasileiros?

Carlos Reiz - Antes considerada um luxo, a irrigação mecanizada cobre área cada vez maior na agricultura brasileira. As mudanças climáticas que aumentam as incertezas em relação ao tempo ajudam a ampliar os investimentos dos produtores rurais em redes capazes de molhar suas lavouras. Os pedidos por equipamentos têm aumentado bastante, por conta dessas mudanças climáticas, mas os produtores estão cada dia mais conscientes de que não basta irrigar, é necessário irrigar com qualidade e controle de água e energia. Hoje é quase inexistente a venda de equipamentos de irrigação por pivô central sem que sejam incluídos acessórios com uma tecnologia de controle que garantam o uso correto da água e da energia.

Quais os mais recentes destaques da Valmont em equipamentos e serviços para irrigação?

Entre os diversos produtos Valley podemos destacar três. Um deles é o Valley Corner, um produto que tem grande potencial para maximizar o uso do solo na propriedade rural, irrigando áreas antes inatingíveis. Como um braço articulado, possibilita a irrigação de campos quadrados, com obstáculos e com outras formas com precisão. Todo o sistema é guiado por GPS. Já o Valley Base Station2-SM é um sistema de telemetria desenvolvido para monitorar e controlar equipamentos, pivôs e estações remotas a partir de uma base central. Os comandos e operações que normalmente são feitos no painel principal do pivô no campo, são feitas no computador do escritório ou residência e transmitidos via rádio. O terceiro produto é o Valley Bender, que chegou como um acessório opcional, com o objetivo de controlar qualquer obstáculo. Ou seja, ele “dobra” o lance de pivô em torno de tudo que estiver em seu caminho: árvores, casas, cercas ou outro obstáculo, fazendo com que a área irrigada deixe de ser circular e adquira qualquer formato.

Carlos Reiz é gerente Comercial da Valmont

Que regiões do Brasil vêm registrando maior evolução na agricultura irrigada e onde o uso da tecnologia ainda tem grande potencial para o crescimento?

Os números da Agência Nacional de Águas (ANA) registram uma grande expansão. De acordo com o último levantamento, realizado em 2010, 5,4 milhões de hectares são irrigados no País. Essa área é 23% maior que aquela medida em 2006. De qualquer forma, o País está longe de atingir a sua capacidade de área irrigada. A ANA projeta que o sistema de uso de água de rios tem potencial para ocupar 30 milhões de hectares. Hoje podemos destacar como os Estados que mais irrigam: Rio Grande do Sul, onde o governo estadual lançou um programa de incentivo ao financiamento de equipamentos de irrigação; Minas Gerais, que se caracteriza pela diversidade das culturas nas lavouras; Goiás, que se destaca com o mercado de hortigranjeiros; e Mato Grosso e Bahia, que são os maiores produtores de algodão. Como novos mercados podemos citar: Tocantins, Pará, Piauí, Paraná e Mato Grosso do Sul.

De que forma programas e projetos de governos vêm ajudando a impulsionar o uso da irrigação no País?

Para impulsionar de uma vez por todas o setor de irrigação, nossa expectativa para os próximos anos é que bons exemplos, como o que foi dado pelo Rio Grande do Sul, com a criação do programa “Mais Água, Mais Renda”, sejam seguidos. Agora, com a nova Política Nacional de Irrigação, as necessidades do setor começam a receber respostas mais eficazes. Porém, ainda existem entraves nas legislações complementares e metodologias de trabalho em cada Estado. O excesso de burocracia na liberação de outorgas, ou de intervenção ambiental nas propriedades rurais, acaba atrasando ou inviabilizando a liberação do crédito para aquisição dos equipamentos. Além disso, e talvez o mais grave dos entraves, é a dificuldade na disponibilização de energia elétrica nas propriedades e a falta de infraestrutura para escoamento da produção.