A Granja do Ano – 33 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Especial

 

MUITO ALÉM DE UM NÚMERO SIMBÓLICO

Todas as safras são especiais, sobretudo para o produtor, que se dedica ao cultivo não só de forma profissional, mas também com envolvimento pessoal. Sim! Ele vive a safra como se fosse alguém da família. Junto da esposa e dos filhos, e por vezes de pai e mãe, que quase sempre foi quem começou o negócio e depois lhe passou o bastão. Porém, esta safra 2014/15, que começa a tomar forma nesta primavera, carrega uma simbologia: deverá ser a temporada que o Brasil vai romper a barreira da produção de 200 milhões de toneladas de grãos e fibras. A bola já bateu na trave algumas vezes nos recentes anos, mas dessa vez não deverá ser uma chuvinha a mais ou de menos aqui ou ali que vai desviar para escanteio essa marca história. Bater um recorde de safra após o outro tem sido rotina nas últimas duas décadas, mas esse novo número histórico pode carregar o carimbo 200.

Como o Brasil vai dar este show para o mundo ver e aplaudir – além de agradecer, afinal, comida é o que mais deseja um planeta rumo aos 9 bilhões de pessoas? A explicação em detalhes está nas reportagens a partir da próxima página. Os textos de mais esta edição d'A Granja do Ano traduzem o momento atual e as perspectivas imediatas de todas as principais atividades da agropecuária brasileira. Mais do que justificar a safra recorde, os textos ainda clareiam os segmentos pecuários e outros que não têm tamanha expressão nos números do PIB agrícola. As reportagens elaboradas pelos jornalistas d'A Granja, em parceria com a experiente equipe da consultoria Safras & Mercado, vão a fundo nas causas e nos efeitos que farão da temporada 2014/15 positiva (ou nem tanto) para 20 segmentos.

Em uma rápida visualização dos títulos das reportagens, é possível ter uma noção exata da realidade e do horizonte dos setores. Alguns prometem muito. Porém, apesar do número vistoso 200 milhões, nem tudo merece ou vai merecer comemoração. Alguns viverão dias de apuros. A alta oferta mundial de commodities prevista para a temporada 2014/15 deverá deprimir algumas cotações. E não tem jeito: o produtor brasileiro terá que ser o velho produtor brasileiro de sempre. Aquele empreendedor corajoso habituado a crises ou mesmo aos históricos desamparos, matar no peito as dificuldades e terminar a temporada com dignidade – e um bom dinheiro no bolso. Foi assim que a agricultura brasileira saltou do primeiro quilo de alimento produzido lá nos anos 1500 até as 200 milhões de toneladas da safra 2014/15. Obra árdua do produtor e de outros empreendedores do campo.