Caindo na Branquiaria

 

Para onde correr?

Alexandre Zadra

No momento em que Luciano Vaccari nos convidou para participar do “Acrimat em ação” deste ano, viajando um total de 12.000 km por 31 cidades do Mato Grosso, acompanhando a equipe dessa forte entidade que congrega e representa os sindicatos rurais do estado, senti que uma ótima oportunidade surgia para eu conhecer rincões nunca visitados, bem como teria a chance de conhecer a fundo a pecuária regional do gigante Mato Grosso. Assim que chegávamos a cada cidade com a comitiva da Acrimat, percebíamos que os sindicatos já haviam feito seu papel junto aos pecuaristas, conclamando-os a participar da reunião, na qual Mariane Crespolini, doutoranda em economia pelo Cepea, ministrava a palestra “Desafios e oportunidades para a pecuária de corte”, discorrendo com muita propriedade sobre todos os aspectos que influenciam os preços da cadeia bovina de corte e sua sistemática comercial. Nas andanças com esse seleto grupo de profissionais, as discussões sobre as demandas da classe pecuária no estado se faziam sempre presentes na pauta do dia e algumas delas me deixaram perplexo. Como não podia deixar de ser, a maior parte das reclamações vem da alta concentração de abate na mão de um frigorífico, sendo abatidos por eles 48% do gado do estado, balizando os preços pagos ao produtor para as demais pequenas plantas. Isso não seria problema, caso os produtores pudessem negociar seu gado com frigoríficos de outros estados. Operação difícil e custosa, pois Chico Manzi, diretor técnico da Acrimat, me relatou que o ICMS do estado para um pecuarista mandar gado para fora é (por enquanto) de 7% sobre uma pauta (acreditem se quiser) de R$ 1.390,00 para bezerros e R$ 2.415,00 para bois. Digo por enquanto, pois o governador pretende aumentar o ICMS para 12%, mas, com as reivindicações da Acrimat, a nova taxa será ...

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