Sobrevoando

 

Santa

Toninho Carancho
carancho@revistaag.com.br

Soube em fevereiro que a edição que você está lendo agora, do mês de março, entre outras matérias de interesse, teria uma reportagem especial sobre a raça Santa Gertrudis. E, assim, para aproveitar o gancho, resolvi dar o meu pitaco sobre essa raça que acompanho desde os anos 1970 (eu ia escrever só anos 70, mas a nossa revisora sempre pede para colocar o milênio e o século também, já que foi no milênio e no século passado. E eu, como um cara obediente, pero no mucho, às vezes faço o que ela manda).

Na minha lembrança de guri, a partir dos anos 70 (agora você já sabe que se tratam dos anos 70 do século e milênio passado) o Santa Gertrudis ou simplesmente Santa para os mais íntimos, era um gado bastante utilizado e comentado principalmente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Como vocês devem ver na matéria (ao escrever estas mal traçadas não tinha lido a reportagem), o Santa foi a primeira raça sintética feita no mundo, através do trabalho do pessoal do King Ranch no Texas, cruzando touros Shorthorn com vacas Brahman.

Os primeiro animais Santa Gertrudis que chegaram ao Brasil foram obviamente importados dos EUA e, além do gado, os criadores brasileiros, em boa parte, também importaram alguns costumes e tradições norte-americanas, junto com os cavalos Quarto de Milha.

Por muito tempo acompanhei o desenvolvimento do Santa no Brasil, através de julgamentos e também a campo. No Rio Grande do Sul, muitos criadores cruzavam com gado continental, na sua maioria Charolês, e também com britânicos, como o Angus e o Hereford. Aliás, me lembro de umas vacas meio-sangue Santa/Hereford que não podiam ser melhores. E nos estados do Sudeste para o Norte, o Santa era e é utilizado para o cruzamento com zebuínos.

Na sua origem, o Santa Gertrudis foi gerado para resolver um problema no King Ranch e fazendas do Sul dos Estados Uni...

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