Sobrevoando

 

CE

Toninho Carancho
carancho@revistaag.com.br

Não, não estou falando do Ceará. Infelizmente, também não estou em Fortaleza, desfrutando daquele mar gostoso e do verão do Nordeste.

Conforme comentei nesta mesma coluna na edição do Guia do Criador, quero falar é de bola mesmo. Bola de touro. A famosa CE, circunferência escrotal, também conhecida como PE, perímetro escrotal. Dá no mesmo.

O assunto é a importância, na minha opinião, exagerada que se dá à CE na venda de touros.

Consultei alguns amigos, bem mais espertos que eu, para trocar umas ideias sobre o tema para ter a certeza de não estar escrevendo muita bobagem sobre um assunto que me parece bem importante para a compra e venda de touros.

Quando consultamos um catálogo de venda de touros, muitas vezes encontramos várias informações sobre o indivíduo, como filiação, data de nascimento, peso, Decas, vários tipos de Deps e também a CE.

Como muitas das informações parecem mais complicadas e de mais difícil compreensão e mensuração, o peso e a CE, além da filiação, me parecem ser dados de uso mais direto e, por isso, muitas vezes, muito citados pelos leiloeiros por acharem, com razão, que possam dar mais resultado no intuito de aumentar os valores de venda.

Então, um touro com uma CE de 40 cm tem um apelo de vendas maior do que um de 37 cm, quando essa diferença é irrisória e talvez só levada em conta para um desempate na escolha de um touro, depois de analisados todos os outros fatores.

O que se tem de evitar são touros com CE muito baixas, o que normalmente já é feito pelo próprio veterinário que faz o exame andrológico, não fornecendo o laudo de aprovado.

Estudos indicam que cada 1 cm a mais na CE está relacionado a um pouco mais de um dia de precocidade sexual das suas filhas.

Como no Brasil colocamos o gado em cria, normalmente, com dois anos de idade...

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