Leite

 

REPRODUÇÃO

Fertilização in vitro pode acelerar melhoramento genético de rebanhos leiteiros

Com o uso da técnica de fertilização in vitro (FIV) na reprodução de bovinos leiteiros, o caminho da seleção e do melhoramento genético pode ser encurtado em pelo menos três gerações ou cerca de 10 anos de seleção, permitindo rápidos saltos na produção e na qualidade do leite. Pesquisadores da Embrapa Cerrados/DF trabalham no aperfeiçoamento da técnica para mostrar que o procedimento é o investimento mais assertivo para que os produtores melhorem o padrão genético dos rebanhos.

Apesar de um pouco mais cara que a inseminação artificial por tempo fixo (IATF), a FIV pode contribuir para o aumento da produtividade em bacias leiteiras como a do Distrito Federal e dos municípios vizinhos. Considerando hipoteticamente um rebanho de produção média de 4.000 kg de leite/lactação, se fosse utilizada a inseminação artificial com sêmen de um touro que adicione 500 kg de leite/lactação em sua filhas, seria necessário aproximadamente 30 anos para se obter uma fêmea com produção de 9.000 kg de leite/lactação. Com a FIV, utilizando uma fêmea superior (9.000 kg/lactação) de outro rebanho e o sêmen sexado do touro do exemplo acima, já na primeira geração (três anos) seria possível obter uma fêmea com produção média de 9.500 kg de leite/lactação. A produção de leite da primeira lactação dessa fêmea já pagaria com tranquilidade o investimento com a compra de genética, por meio de prenhezes de FIV.

Martins explica que muitos criadores não incorporam genética de qualidade aos rebanhos por falta de conhecimento. Porém, segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, a FIV está cada dia mais acessível, sendo realizada por um crescente número de laboratórios. Dados da International Embryo Transfer Society (IETS) apontam que o Brasil é...

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