Do Pasto ao Prato

 

PRESSÃO DE SELEÇÃO: QUANTOS MACHOS TORNAM-SE TOUROS

Fernando Velloso é médico-veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha – www.assessoriaagropecuaria.com.br –

Reprodutores é um dos meus assuntos favoritos, e volto à importância de que o rebanho de origem do touro é um dos pontos-chaves. Tomada a decisão da raça do touro a ser usada, a próxima etapa é buscar conhecer bons fornecedores desses touros, pois a origem dos animais dirá muito sobre eles: o sistema de produção (intensivo ou extensivo, parecido ou distante do meu) e o sistema de seleção (priorizando quais características e com critérios exigentes ou mais flexíveis na definição dos animais que vão para o mercado). Dedicarei este texto para revisarmos questões relativas à tão falada “pressão de seleção” de um rebanho, ou seja, que quantidade de machos nascidos tornam-se touros para comercialização. Essa informação pode nos falar muito sobre o perfil do selecionador e do produto final.

Touro Braford Dupla Marca (BB na paleta)

A maioria dos rebanhos participantes dos programas de melhoramento exerce algum grau de pressão de seleção sobre os machos selecionados para touros, retendo 75%, 50%, 25%, etc. Naturalmente que, quanto menor o % retido, maior é a pressão de seleção e o rigor na aprovação de animais para venda como touros. Se usados critérios técnicos bem estabelecidos como ponto de corte, o grupo resultante será de bons animais geneticamente. O modelo mais usual é realizar uma primeira seleção ao desmame e uma segunda ao ano ou sobreano (sistemas menos intensivos).

Usando os relatórios dos programas de avaliação genética (DEPs e Índices) para que ...

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