Especial Carrapato

Quase imortal!

Rio Grande do Sul revela populações resistentes a todos os pesticidas existentes. É hora de repensar a forma de controle

Nos jardins, as rosas desabrocham, sinal de que a primavera chegou. A estação das flores proporciona uma das paisagens mais belas durante o ano.

Dentro da porteira da fazenda, o período anuncia que a dor de cabeça do pecuarista vai começar. O criador nota inúmeras daquelas mamonas com o tamanho de meio centímetro ou mais, as fêmeas ingurgitadas do carrapato.

Ingurgitadas porque carregam dentro delas 3 mil ovos que se tornarão outros milhares de larvas. Assustado, corre para a revenda agropecuária mais próxima e logo pergunta: moço, tem remédio para carrapato?

Prontamente, o balconista, um vendedor comum, responde ter um produto muito bom e utilizado massivamente na pecuária brasileira. Volta até a fazenda e pede para o vaqueiro aplicar, pois é tiro e queda. E como o ano é de crise, pede para fazer “render” a solução.

Por sua vez, o boiadeiro entende o recado e ainda poupa um pouco do produto, sem cobrir todas as partes do corpo do animal. Ambos esperam o resultado ansiosamente acontecer. Uma semana passou-se, e nada.

Agora, por escolha própria, adquire outro que imagina ser “diferente” - na verdade, só a marca mudou. O princípio ativo, ou seja, a substância contida no medicamento, é a mesma daquele inicial.

A sensação é a de “aguar” uma flor no vaso. Não acontece nada! Confuso, o pecuarista pergunta-se o que tem de errado. Ao chamar o médico-veterinário, recebe o diagnóstico, é resistência.

Esse modo de tratar carrapato é o principal fator que onera a pecuária brasileira em US$ 3.500.000.000! O leitor não entendeu mal, está escrito três bilhões e meio de dólares! Fruto do mau uso dos acaricidas.

Indi...

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