Sobrevoando

 

Inverno

Toninho Carancho
carancho@revistaag.com.br

Ah, o inverno... Coisa bacana de se ver, neve, frio, lareira queimando grandes pedaços de lenha, vinho, fondue, cobertas grossas, casacos bonitos. Tudo parece um charme. Dá vontade de correr para Gramado e curtir essas maravilhas que o tempo nos traz.

Porém, na pecuária, não é bem assim. No Brasil, a grosso modo, podemos dividir esta estação que estamos passando agora como inverno nos estados do Sul e como seca no restante do País. Tanto o inverno quanto a seca são bastante negativos para o gado, se não tomarmos providências em relação à comida. No inverno e na seca, a comida é naturalmente pouca e de baixa qualidade, então, nós temos de nos precaver dessa situação e fazer algum tipo de reserva como o feno, a silagem, partir para suplementação com sal proteinado e/ou fazer pastagens de inverno (azevém, aveia, trevo branco, cornichão, etc., só para citar as mais usadas).

Os países do Norte, Europa e América do Norte em sua maior parte, tem invernos muito rigorosos e os pecuaristas de lá não podem facilitar. Precisam fazer comida suficiente para o gado passar todo o inverno em bom estado.

Aqui no Brasil, temos uma grande vantagem de o inverno (ou a seca) não ser tão ruim, duro e longo, quanto os invernos dos países do Norte. Porém, essa vantagem não tem sido aproveitada pela grande maioria dos criadores e, ao contrário, tornou-se uma desvantagem.

Na primavera e no verão, com um clima bom, nossas pastagens vêm que é uma beleza, o capim cresce e o gado engorda e aumentamos a lotação para aproveitar a bonança. Quando o final do verão aproxima- -se, temos a tendência de achar que o inverno vai demorar a chegar, que vai ser mais brando e que o gado vai passar bem, apesar de não termos nos precavido com a quantidade de comida necessária. Jogamos com a sorte. Arriscamos.

Nas nossas contas prelimi...

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