Sala de Ordenha

 

Cenário é de cautela, apesar da alta do leite para o produtor

N o pagamento de abril, referente à produção entregue em março, foi registrada a maior alta no preço do leite ao produtor este ano, de 3,3%, em relação ao pagamento anterior.

O preço médio nacional ficou em R$ 1,042 por litro, segundo levantamento da Scot Consultoria.

O produtor está recebendo 14,0% a mais pelo leite, na comparação com o mesmo período do ano passado, em valores nominais. Veja a figura 1.

Figura 1. Preço do leite ao produtor (média nacional ponderada) em R$/litro, em valores nominais.

* estimativa Fonte: Scot Consultoria – www.scotconsultoria.com.br

A concorrência entre as indústrias continua forte, com a produção caindo nos principais estados produtores.

Segundo o Índice Scot Consultoria para a Captação de Leite, em março de 2016, a produção, considerando a média nacional, diminuiu 2,1%, em relação ao mês anterior

Desde o pico, em dezembro de 2015, até março, a produção (média nacional) caiu 10,9%. Para uma comparação, neste mesmo período do ano passado (dez/14 a mar/15), a queda foi de 5,8%.

A produção deve continuar caindo no Brasil Central e na Região Sudeste nos próximos meses, o que deve manter firme o preço do leite nessas regiões.

Para o Sul do País, espera-se ligeira queda à estabilidade nos volumes produzidos em curto prazo, com crescimento a partir de meados de maio, com as pastagens de inverno.

Apesar da alta do leite para o produtor, os custos de produção têm subido em proporções ainda maiores.

Para uma comparação, o preço pago ao produtor teve alta de 14% em abril de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado. Neste período, os custos da atividade subiram 26,2%

Ou seja, o cenário é de cautela e as margens do produtor continuam se estreitando.

Em muitos casos, o produtor tem tomado a decisão de redução do rebanho, além de corte de despesas como em alimentação concentrada, entre outros.

Os reflexos desses cortes e menores investimentos na atividade têm sido sentidos na produção de leite no País, que registrou as maiores quedas na captação nos últimos meses e forte concorrência entre os laticínios.

No atacado e no varejo, os preços dos lácteos estão firmes, em função dos estoques menores e queda no volume de matéria-prima (leite cru), mesmo diante de um quadro de demanda patinando no mercado brasileiro, principalmente por produtos de maior valor agregado como queijos, iogurtes, entre outros.

Rafael Ribeiro de Lima Filho, zootecnista Scot Consultoria


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