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Fome de mercado

O gerente de Marketing de Bovinos de Corte, Daniel César Leite Miranda, explica o impacto da compra da Novartis no posicionamento da Elanco

“Estamos entre as três maiores empresas de saúde animal do mundo e, no Brasil, disputamos o terceiro lugar”

Revista AG - A controladora Eli Lilly comprou a divisão de saúde animal da Novartis por US$ 5,4 bilhões. O que esse negócio significa na prática?
Daniel Miranda -
A aquisição, anunciada em abril de 2014, ocorreu após a compra da Lohmann Saúde Animal pela Elanco. Ambos os investimentos estratégicos posicionam a empresa para oferecer uma maior diversidade de produtos e maior capacidade de atendimento aos clientes na sustentação e no crescimento dos negócios. Isso não só inclui as marcas da Elanco reconhecidas pelos clientes como também um amplo portfólio de quase 300 marcas que abrangem tratamentos terapêuticos, vacinas, parasiticidas, antimicrobianos, produtos cirúrgicos e enzimas. No Brasil, assim como no mundo, a aquisição da Novartis Saúde Animal pela Elanco reúne duas fortes empresas com uma paixão em atender aos clientes.

Revista AG - Com essa aquisição, a Elanco expandiu sua atuação para quais áreas e em quanto aumentou market share no País?
Daniel Miranda -
Com a aquisição da Novartis, automaticamente a Elanco passou a atuar fortemente na linha de Bovinos e também ampliou o portfólio no segmento de animais de companhia. Pensando no futuro, a Elanco aumentou significativamente os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Isso trará maior amplitude, variedade e qualidade de soluções em saúde animal. Hoje são mais de 100 projetos em estudo, especialmente em linhas como as de parasiticidas, enzimas, diagnósticos, aquicultura e vacinas. Hoje, estamos entre as três maiores empresas de saúde animal do mundo e, no Brasil, disputamos o terceiro lugar do mercado.

Revista AG - A responsabilidade socioambiental está entre as principais prioridades da Elanco, quais são os projetos desenvolvidos pela companhia?
Daniel Miranda -
Sem dúvida, essa é a plataforma de trabalho do Movimento Enough (Basta, em português), lançado em 2013 e que está a pleno vapor. A base de seu raciocínio é muito simples: com tecnologia acessível e usada de maneira sustentável, é possível produzir mais proteína animal, gerando menores impactos para o meio ambiente e para a sociedade. Por isso, acreditamos que nossa posição na indústria nos coloca uma grande responsabilidade para fazer a diferença. A Elanco comprometeu-se a ajudar a garantir a segurança alimentar em 100 comunidades até 2017 em diversos países, capacitando profissionais e por meio da doação de insumos, alimentos e recursos. Além disso, fizemos parceria com a Heifer International para acabar com a fome de 100 mil famílias nos próximos anos. Isso sem mencionar o trabalho voluntário, que é realizado por milhares de funcionários ao redor do mundo anualmente.

Revista AG - Podemos aguardar lançamentos da Elanco?
Daniel Miranda -
A Elanco desenvolveu um núcleo de pesquisa voltado exclusivamente ao gado extensivo no Brasil. E, a partir de estudos bastante rigorosos, chegou ao Zimprova. É um aditivo melhorador de desempenho para ser utilizado em suplementos para bovinos, contendo Narasina a 10%. Trata-se de um antimicrobiano da classe dos Ionóforos utilizado na produção de monogástricos. Agora, demonstramos sua eficiência para utilização em bovinos. O Zimprova foi lançado em outubro, o primeiro produzido por esse novo núcleo de pesquisa.