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Eficiência

O presidente Stefan Mihailov apresenta a tecnologia da Phibro para otimizar a produtividade pecuária

“As fazendas que já produzem esse boi de 21 arrobas em até dois anos apresentam resultados econômicos extraordinários”

Revista AG – Como começou a história da Phibro no Brasil?

Stefan Mihailov - Há pouco mais de 20 anos, em 1995, quando a Phibro adquiriu a Planalquímica, empresa de química fina, produtora de nicarbazina, o anticoccidiano mais utilizado no mundo. Em dezembro de 2000, a empresa também incorporou os negócios da Pfizer Nutrição Animal, incluindo as instalações industriais em Guarulhos/SP, uma planta de biotecnologia única no Brasil em sua área de especialidade, certificada pelo F.D.A. (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos. O principal produto é a virginiamicina, obtida por processo de fermentação natural, molécula exclusiva da empresa e presente no V-Max.

Revista AG - As vendas da Phibro registraram um acréscimo de 17% entre julho de 2014 e julho de 2015. Qual foi a fórmula da empresa para crescer em um período de turbulência econômica como o atual?

Stefan Mihailov - O aumento das vendas em dólares foi de 17%, em reais foi ainda superior, 28%, o que muito nos orgulha, pois reflete a implementação com sucesso da estratégia desenhada há quatro anos para crescermos acima do mercado nos negócios da unidade de aves e suínos e com expressivos investimentos na área de bovinos.

Revista AG – O conceito do Boi 7.7.7, criado pela Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio e adotado como slogan pela Phibro no Circuito Expocorte ainda é uma proposta distante da realidade pecuária atual?

Stefan Mihailov - Se considerarmos as médias de produtividade em nível nacional, ainda há um longo caminho a percorrer. Mas, de outro lado, já temos diversas fazendas que utilizam V-Max, sendo impressionante a mudança para melhor de um ano para o outro. As fazendas que já produzem esse boi de 21 arrobas em até dois anos apresentam resultados econômicos extraordinários, devido à alta produtividade alcançada em arrobas produzidas por hectare.

Revista AG – Dentro dessa ideia de otimizar a produtividade da fazenda de gado de corte, a empresa comercializa a Virginiamicina. Podemos dizer que esse foi o grande trunfo da empresa nos últimos anos?

Stefan Mihailov - Em 2010, quando iniciamos o projeto Virginiamicina a Pasto, tínhamos já uma significativa fatia do mercado de confinamento, mas naquela época o uso de aditivos para o gado criado extensivamente era inexpressivo. Fruto de bastante trabalho, substanciosos investimentos em pesquisas a campo e acertado posicionamento da linha V-Max, apostamos alto e deu certo.

Revista AG – Explique como nasceu a ideia de firmar parcerias com as empresas de suplementação mineral que passaram a utilizar a Virginiamicina nas suas formulações?

Stefan Mihailov - As empresas de suplementação mineral têm feito um trabalho brilhante na melhoria da nutrição do gado, o que resulta em melhores resultados econômicos ao produtor e carne de qualidade. Nós entendemos que, como empresa de insumos, temos a responsabilidade de ajudar todo o setor na transferência de conhecimento ao pecuarista. O Boi 7.7.7 é uma dessas iniciativas que conduzimos, juntamente com o Pecuária do Conhecimento, um curso que já ultrapassou 60 edições e visa apresentar a criadores e técnicos das empresas de nutrição conhecimentos práticos de uma pecuária mais eficiente através da suplementação estratégica. É realizado conjuntamente com a APTA, em Colina/SP.