Censo IBGE

 

Rebanho bovino mantém-se estável

Minas Gerais é apontada como o segundo maior plantel do Brasil

Adilson Rodrigues - adilson@revistaag.com.br

A pesquisa pecuária municipal mostra que o efetivo bovino nacional cresceu apenas 0,2%, alcançando 211.764.292 de cabeças, ficando praticamente estável, segundo as estatísticas mais recentes do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que levam em conta o ano de 2013. Esses ainda são os efeitos dos vultosos abates de fêmeas registrados nos últimos anos.

O estado do Mato Grosso, por exemplo, dono do maior plantel do Brasil, com pouco mais de 28 milhões de bovinos, valorizou a arroba de vaca em 35,9%, tamanha a escassez, apenas entre janeiro e dezembro de 2014, sendo 2,6 pontos percentuais maior que a arroba do boi gordo, de acordo com análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Do total do efetivo brasileiro, 10,8% correspondem a vacas ordenhadas, mesmo percentual registrado em 2012.

Aliás, o Centro-Oeste continua a concentrar, sozinho, um terço dos bovinos do país. A região teve a maior participação (33,6%), seguido pelo Norte (21,1%) e pelo Sudeste (18,6%). Os maiores efetivos de bovinos estão localizados no Mato Grosso (13,4%), em Minas Gerais (11,4%) e Goiás (10,2%). Em termos nacionais, os municípios de São Félix do Xingu/PA, Corumbá e Ribas do Rio Pardo, ambos em Mato Grosso do Sul, mereceram destaque do IBGE.

Um dado que chamou a atenção é que Minas Gerais está à frente de estados como Mato Grosso do Sul e Goiás. Os mineiros acumulam um plantel de 24 milhões enquanto as duas unidades federativas anteriores registram 21.047.274 e 21.580.398 de cabeças, respectivamente. O Rio Grande do Sul ficou em 14.037.367, 3.550.617 a mais que São Paulo, o líder do ranking dos exportadores de carne bovina brasileira. O estado com menor volume é o Distrito Federal, totalizando 101.452 cabeças.

No 3º trimestre de 2014, foram abatidas 8,457 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Esse valor foi 1% menor que o registrado no trimestre imediatamente anterior (8,539 milhões de cabeças) e 4,5% menor que o apontado no 3º trimestre de 2013 (8,859 milhões de cabeças). O indicador de 2014 quebra uma série histórica de 11 aumentos sucessivos.

Bubalinos
Na contramão dos bois, os búfalos aumentaram sua participação na pecuária nacional, em 5,6%. O efetivo brasileiro de bubalinos soma 1,3 milhão de cabeças. A Região Norte abriga 66,1% do total, sendo que 58,3% estavam somente em dois estados: Pará e Amapá. As cidades com os maiores números são Chaves e Souré, ambos no Pará.

Equinos
O efetivo de equinos é de 5,3 milhões de cabeças – queda de 1%. O Sudeste (24,4%) e o Nordeste (23,4%) têm as maiores participações. Minas Gerais concentrava o maior número de animais, 14,3% do total nacional. Os maiores rebanhos municipais estão em Corumbá/MS e nas cidades gaúchas de Sant’Ana do Livramento e Uruguaiana.

Caprinos e ovinos
Os caprinos registram 8,8 milhões de cabeças, evolução de 1,5%. Bahia (28,0%), seguido por Pernambuco (22,5%), são os estados que lideram a criação desses pequenos ruminantes. Os maiores efetivos municipais estão localizados em Floresta/PE, com 3,6%; Casa Nova/ BA, com 2,6%; e Petrolina/PE, com 2,4%.

Já os ovinos cresceram 3%, totalizando 17,3 milhões de unidades. Desse total, 56,5% estão no Nordeste. Entre os estados, destaca-se o Rio Grande do Sul (24,6%). A criação no Nordeste é principalmente destinada à produção de carne, enquanto que, no Sul, à de lã. Os três maiores plantéis municipais ficam em Sant’Ana do Livramento, Alegrete e Uruguaiana, todos no Rio Grande do Sul.

Produção de leite
O Sudeste do país detém o maior volume de gado leiteiro do País (20,6%), aumento de 0,7%. Em 2013, foi registrada a produção de 34,3 bilhões de litros de leite, com crescimento de 6% na comparação com 2012. O valor de produção foi de R$ 32,4 bilhões, aumento de 21%. O preço médio do litro de leite foi de R$ 0,95 em 2013 contra R$ 0,83 em 2012, aumento de 14,1%. A maior média de preços nacional foi registrada no Amapá (R$ 1,70 o litro) e a menor, em Rondônia (R$ 0,72 o litro).

A participação regional do Sudeste na quantidade produzida de leite é de 35,1%; 34,4%, no Sul; 14,6%, no Centro-Oeste; 10,5%, no Nordeste; e 5,4%, no Norte. No comparativo com 2012, não foram observados grandes ganhos ou perdas de participações regionalmente. Minas Gerais foi responsável por 27,2% da produção nacional de leite, seguido pelo Rio Grande do Sul (13,2%), Paraná (12,7%) e Goiás (11,0%).

Os municípios de Castro/PR, Morrinhos/GO e Patos de Minas/ MG são aqueles que mais produziram leite. A produtividade média brasileira foi de 1.492 litros de leite/ vaca/ano, um crescimento de 5,3% em relação a 2012 (1.417 litros/ vaca/ano).